segunda-feira, 31 de maio de 2010

Evento reúne Soluções de Tecnologia para Empresas do Setor Elétrico

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O Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação no Brasil 2003-2006

Nas três últimas décadas, a dinâmica da economia mundial sofreu profundas transformações nos modelos de geração e acumulação de riqueza. Diferentemente do antigo padrão de acumulação baseado em recursos tangíveis, dispersos ao redor do mundo, no atual padrão, o conhecimento e a informação exercem papeis centrais, sendo as tecnologias de informação e comunicação seu elemento propulsor.

Essas tecnologias, que têm como base a microeletrônica, as telecomunicações e a informática, constituem o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação, ou setor TIC, cuja estrutura e mensuração, sob a ótica da produção, é objeto do presente estudo. Para tal, foram consolidados resultados de bases de dados regularmente produzidas pelo IBGE, como a Pesquisa Industrial Anual - Empresa, a Pesquisa Anual de Comércio, e a Pesquisa Anual de Serviços e seus Suplementos, assim como registros de importação e exportação de produtos industriais TIC oriundos da Secretaria de Comércio Exterior - Secex, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no período de 2003 a 2006.

Nesta publicação, são apresentados os critérios metodológicos que nortearam a definição do setor TIC no IBGE, os quais, por sua vez, estão em consonância com as recomendações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE; as atividades econômicas que o compõem; as principais características das pesquisas utilizadas como fontes; e uma análise dos indicadores selecionados para delimitação do setor, contemplando informações sobre número de empresas, pessoal ocupado, salários, custos, receitas, geração de valor adicionado, valor da transformação industrial, produtividade e aspectos do comércio exterior. A publicação inclui, ainda, um glossário com os conceitos considerados relevantes.

Os resultados ora apresentados propiciam uma visão geral da dimensão do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação no Brasil, seu peso relativo no conjunto de atividades industriais, comerciais e de serviços, bem como sua contribuição para a geração de renda e emprego, e contribuem para o debate sobre a organização e a dimensão desse importante segmento econômico no País.

Fonte: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/stic/default.shtm

domingo, 30 de maio de 2010

O Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação no Brasil

IBGE divulga estudo inédito sobre setor de Tecnologia da Informação e Comunicação no país

Em 2006, as 65.754 empresas brasileiras do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) obtiveram receita líquida de R$ 205,9 bilhões e geraram R$ 82,1 bilhões (valor adicionado e valor da transformação industrial), o que representava, naquele ano, 8,3% do valor total produzido pela indústria, comércio e serviços. Embora essa seja uma participação significativa, houve perda gradativa de peso do setor TIC, que havia sido de 8,9% em 2003, principalmente em razão da redução no ritmo de crescimento do segmento de telecomunicações.

O setor TIC é altamente concentrado, com 76,1% do valor gerado nas empresas com 250 ou mais pessoas ocupadas. Em contrapartida, as micro e pequenas empresas têm papel importante na geração de postos de trabalho. A região Sudeste concentrava, em 2006, 65,0% do valor gerado pelo setor TIC, que tinha 95,6% de suas empresas e 71,1% das pessoas ocupadas nas atividades de serviços.

Outra característica do setor TIC é a elevada remuneração, com média salarial de R$ 2.025,18, em 2006, contra R$ 937,48 do total de atividades industriais, comerciais e de serviços. Mais uma vez, nesse caso, as telecomunicações se destacam, com média salarial de R$ 3.315,26.

Essas são algumas das informações levantadas pelo IBGE neste estudo inédito do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação. O estudo analisou o setor TIC pelo lado da oferta, nos anos de 2003 a 2006, e foi realizado a partir dos resultados das pesquisas econômicas anuais do IBGE da indústria, do comércio e dos serviços e de informações da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

No capítulo de produtos e serviços TIC, o estudo mostra o crescimento na participação do setor de telecomunicações sem fio (34,1% para 43,2%), enquanto telecomunicações por fio perdeu participação (de 60,3% para 50,7%), no período 2003-2006. Constatou, ainda, aumento de 8,5% para 13,6% na participação das chamadas geradas em telefones públicos (na receita da telefonia fixo-fixo). E, ainda redução de 8,9% para 5,1% na participação da receita das chamadas internacionais, em decorrência de alternativas disponíveis na Internet para comunicação à distância.


Fonte: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1344&id_pagina=1

Tecnologia da informação e comunicação em debate

Tecnologia da informação e comunicação em debate


Qualidade de serviço na comunicação multimídia, Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), redes de computadores, software livre e educação a distância, estes outros temas foram a tônica do I Congresso Tecnologia da Informação e Comunicação da Amazônia, que teve como tema "Informação e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia". O congresso ocorreu de 18 a 21 de outubro, no Centro Cultural Tancredo Neves, em Belém-PA e foi uma iniciativa da Universidade Federal do Pará - UFPA, Universidade da Amazônia - Unama, Centro Universitário do Pará - Cesupa e Faculdade Seama.

O objetivo principal do evento - que na verdade reuniu três encontros em um só: a V Escola de Informática Norte SBC, I Simpósio Paraense de Software Livre e os Grupos de Trabalho em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) - era discutir como a área é estratégica para a região. "Consideramos essa é uma área ‘transversal’ às demais áreas fundamentais para Amazônia, tais como monitoramento ambiental, agro-negócios e a indústria mineral. Essas áreas são impraticáveis sem as TIC", explica o coordenador do evento e professor do departamento de Engenharia Elétrica da UFPA, Renato Francês.
Para Renato, eventos dessa natureza são instrumentos que colaboram para o fomento e o incentivo à área de TIC, pois retratam o estado da arte das pesquisas e trabalhos nesse ramo, o que instiga a formação e consolidação de massa crítica local.

A ausência de políticas para o desenvolvido das TIC, em todos os âmbitos, tanto do setor privado quanto do público, tem deixado de fora a região Norte na distribuição do bolo dos recursos para pesquisa e desenvolvimento. Essa é opinião do professor Luiz Fernando Gomes Soares, da PUC-RJ, palestrante do congresso. Segundo Luiz Fernando, há que se ter massa crítica articulada para produzir projetos em TIC que possam ser financiados pelos fundos setoriais. "A região Norte precisa se organizar politicamente para oferecer alternativas de investimento, principalmente o Estado do Pará. A hora da articulação é agora".

E justamente na oportunidade de articulação que está um dos grandes méritos do congresso. Para o diretor do Centro Universitário do Pará, João Paulo Mendes, o I Congresso Tecnologia da Informação e Comunicação da Amazônia funcionou como um divisor de águas, pois além de marcar a parceria entre instituições de nível superior em TIC , também serviu para consolidar e articular a massa crítica na área, que vai pensar as soluções adequadas para região. "Não podemos mais ficar apenas recebendo informações que vêm de fora da nossa realidade. A criação do GTIC (Grupo de Trabalho em Tecnologia da Informação e Comunicação) vai proporcionar o estímulo necessário para a criação do Plano de Desenvolvimento Tecnológico para Amazônia.

Autora : Ana Prado

Fonte:http://www.ufpa.br/beiradorio/arquivo/beira14/noticias/noticia6.htm